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Villae e Domus

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                                            Villae e Domus

 

 forum.jpg (39258 bytes)

                                    Ruinas do Fórum Romano 

 

 

A casa romana tem múltiplas plantas e foi evoluindo arquitectonicamente ao longo dos séculos, em função da região onde era construída, se era urbana ou se era rural e naturalmente, as posses do dono determinavam, tal como hoje, a sua maior dimensão e opulência. Pois era através das suas casas que demonstravam o seu poder económico.

Existiam dois tipos de casa, as villae e as domus.

 

 

 

  Villae

 

 

As villae são moradias rurais, cujo os edifícios formavam o centro de uma propriedade agrícola eram construídas em grandes propriedades (associadas aos patrícios), rodeadas de jardins, pomares, fontes e outros elementos paisagísticos, podendo também serem construídas em pequenas fazendas dependendo dos trabalhos e das famílias.

A partir do século II a. C. as villae eram cada vez mais sofisticadas e elegantes, eram frequentemente construídas em torno de um pátio e localizadas de forma a intensificar a paisagem. Começaram a ser edificadas como casas para os ricos, sendo cultivadas por arrendários ou sob supervisão de um administrador (vilicus). Normalmente estas casas espalhavam-se por províncias.

 

Dentro das villae existem 2 tipos:

 

 

  •     Villae urbana

 

 

A Villa Urbana que era um complexo habitacional de luxo, destinada aos senhores e tinha fins puramente ociosos. Situava-se no meio do campo ou próximas do mar. A Villa Urbana tinha grandes jardins, bibliotecas, piscinas, balneários e até anfiteatros. Eram adaptadas ao terreno e reflectiam fortes influências gregas.  

Um dos exemplo de uma Villa Urbana é a famosa “Villa Adriana”, situada perto de Tivoli, mandada construir pelo Imperador Adriano.

 

 

                                        Imagem:Canopus vanaf serapium.jpg

 Imagem:Maritime theatre Villa Adriana n2.jpg

 

                          Teatro Marítimo                                                                                                                          Canopo

 

 

É um antigo complexo Palaciano construido de 118 a 134 a mando do imperador Públio Élio Adriano (117 a 138), situado perto de Tibur (actual Tivoli), a quilómetros de Roma.

Diz se que a villa evoca na sua arquitectura as obras e os lugares que Adriano viu através das viagens que fez pelo Império Romano, devido à citação de Spartianus que dizia que Adriano, "adornou edifícios admiráveis na sua villa de Tibur: veêm-se os nomes das mais célebres províncias e lugares, tais como o Lyceum, a Academia, o Pritaneo, o Canopo, o Poikile, o vale de Tempe. Não querendo omitir nada, fez mesmo representar a residência das sombras".

Actualmente a villa encontra-se em ruínas repartidas sobre uma superfície de 120 hectares, dos quais 40 são visíveis.

A parte da villa que foi recuperada estava organizada segundo o terreno e está compreendida entre dois pequenos cursos de água. Podem-se destinguir quatro complexos de vestígios , cada um com a sua orientação:

    • O terraço da Academia, que ocupa, a parte mais elevada do lugar e que domina um pequeno curso de água, situado a sul da villa;
    • O vale do Canopo, as termas e várias construções que se alinham com o envalamento criado a nordeste do terraço da Academia;
    • O complexo do Poikile, situado  a norte do vale do Canopo, onde estão também situados muitos outros edifícios, orientados pelos quatro pontos cardeais;
    • O complexo Nordeste, no qual sobre outro curso de agua se situam a antiga villa republicana, as “bibliotecas”, a “Piazza d’Oro”, a “Sala dos Filósofos”, os vestígios de termas e a “caserna”.

Encontram se na periferia da villa diversos edifícios isolados como o “Odeon”(sul), um teatro e um santuário de Vénus, cujo tholos abriga uma cópia da Afrodite de Cnido esculpida por Praxíteles.

 

 

 

  •    Villae Rustica

 

A Villa Rustica é igual à Domus porém com espaço para a agricultura. Uma casa de campo, com complexos luxuosos para o proprietário e que se destinava à agro-pecuária de rendimento. Separadamente existiam complexos para os escravos, onde estes estavam sob vigilância de um uilicus (escravo de confiança), e se dedicavam aos trabalhos agrícolas. Erguia-se à volta de uma espaçosa cozinha. As divisões mais importantes desta habitação eram a culina (cozinha), os balnea (balneários), a apotheca (adega), os bubilia (estábulos de bois), os equilia (estábulos de cavalos), o galinarium (galinheiro) e os horrea (celeiros). O facto de um escravo ser deslocado da “Villa Urbana” para a “Villa Rústica” era considerado como um castigo.

 

 

 

 

 

 villae rustica           

 

 

 

Comparando com hoje em dia são semelhantes aos “montes” Alentejanos, pois tal como a villa o “monte” Alentejano é constituído por um conjunto de construções para habitação dos proprietários e dos trabalhadores, além de instalações para guardar instrumentos e produtos agrícolas, abrigar o gado, etc.

Em Portugal também temos exemplos de villa, como as villa de Torre de Palma( Monforte,Portalegue), villa de Casais de Velhos, villa de Rabaçal (Conímbriga) e a Villa Romana de Milreu (Faro).

Desta última é possível ver-se uma casa senhorial de grandes dimensões e de aspecto luxuoso, datável do sec. I ou II, que contém um peristilo com colunas. As áreas destinadas a banhos, mostram os pavimentos e as paredes dos tanques e piscins revestidos por belos mosaicos, cuja decoração é relativa a animais marinhos.

Existem também ruínas dessas villae no Alentejo como, por exemplo, as de Pisões, perto de Beja.

 

 

 

                                                                             

 

 

 

Esta villa fica situada numa "meia-encosta" na Freguesia do Rabaçal, a 12 km de Conímbriga. Localiza-se entre uma cumeada (cume) com arvoredo e um riacho, junto da via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta.

Foi construida no século IV, e contém a pars urbana (area residêncial), o balneum (balneário), a pars frumentária (área do pátio agrícola com alpendre) e a pars rustica (alojamento dos servos, armazéns, oficinas).

Esta villa, possui um peristilo central octogonal, de 24 colunas, em mármore, tinha um pavimento feito com mosaico polícromo no corredor sul, onde fiadas de tesselas negras delimitam golfinhos, folhas de hera, etc.  O seu triclinium tinha mosaicos com representações de flores, quadrados e círculos.

Possui mosaicos com graciosas figuras desenhadas que representam as estações do ano, sendo que o Outono é caracterizado pelas uvas, o Verão por uma exuberante Senhora adornada por frutos maduros, a Primavera por flores e o Inverno por uma alcachofra e uma árvore. Representando uma composição notável não só pela cor como também pela simbologia.

 

 

 

 

    DOMUS 

 

 

Eram casas particulares, onde moravam os cidadãos mais ricos no tempo do Império Romano. Em Roma estas espalhavam-se pelos pontos mais altos da cidade, as colinas. O abastecimento de água das Domus era feito através de aquedutos, que levavam a água das fontes laterais directamente para as casas particulares, termas e fontes.

 

A residência senhorial ou domus, tinham quase sempre todos os confortos que a civilização romana dispensava aos senhores com posses, como Termas, Jardins ou Cavalariças, algumas pela sua grandiosidade tinham Teatros, residências para os escravos e um forte para uma pequena guarnição detendo nestes casos normalmente uma área agrícola que as circundava, embora haja inúmeros exemplos de propriedades sem exploração agrícola associada.

Estas propriedades agrícolas que poderiam consistir em pequenas fazendas dependentes do trabalho familiar ou em grandes propriedades, com trabalhadores escravos, ou servos, detinham as estruturas rurais que seriam precisas para as manter, tais como um Celeiro, Moinho ou Lagar.

 

Na Domus, à excepção do átrio (atrium) cada divisão tinha uma função específica. Assim:

 

A entrada fauces dá acesso a um pequeno espaço, o vestibulum, atrás do qual se abre o atrium que é o espaço central da domus. A sua abertura superior (compluvium) permitia a entrada da água da chuva que caía num pequeno tanque (impluvium), ligado a uma cisterna destinada a armazenar essa água. Num recanto do atrium fica o lararium , altar destinado ao culto doméstico.

 

O atrium fornece a luz necessária às divisões que o circundam, nomeadamente, o triclinium utilizado para as refeições do dia-a-dia e o tablinum, escritório do dono da casa, utilizado como sala de reuniões com pessoas que não fossem da família.

 

Um pequeno corredor liga o atrium ao peristylium – segundo pátio interior. Como o nome indica, estava rodeado de colunas e era embelezado com arbustos, flores, estátuas, etc. Junto ao peristilo estão os cubicula (cubiculum: quarto de dormir), a exedra (sala destinada aos banquetes) e também os banhos, apenas nas casas mais ricas. Muitas casas ainda tinham um segundo jardim.

 

A casa romana está toda voltada para o interior. A entrada de serviço fazia-se pelo posticum. À entrada de algumas domus havia tabernae (sing.: taberna) que eram lojas do dono da casa que aproveitava para, nelas, vender os produtos das suas propriedades rurais.

 

O mobiliário romano era escasso, mas isso era compensado pela riqueza dos materiais com que a casa era construída e decorada: chão de mosaico (aquecido por um sistema de aquecimento central) paredes de mármore ou decoradas com belas pinturas.

 

 

 

      O compluvium

 

 

      O impluvium que era o tanque central para recolha das águas pluviais

 

 

 

      Os dormitórios que se situavam no piso superior, eram bastante pequenos sem janelas com espaço apenas para uma cama. Não havia iluminação nem aquecimentos.

 

 

 

     Peristilo era o espaço com colunas e com planta quadrangular/rectangular

 

 

 Triclinium 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O triclinium que era uma série de divisões para convivio que existiam ao redor do peristilo 

 

 

 

     Tabularium Tablinum

 

 

      Atrium

 

Normalmente possuíam um jardim interno, piscina e atrium entre outros.

 

 

 

      Tabernae

 

 

 

   Domus Romana

 

 

Veduta aerea della Domus Romana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Planimetria della Domus Romana

 

                                                       Interior duma Casa Romana

 

 

 

 A Domus Romana original foi herdada pelos Etruscos, tinha apenas um piso sendo este constituido pelo atrium onde se dormia, cozinhava-se e comia-se. Com a evolução economica, os romanos foram acrescentando à casa mais divisões: cúbicula, triclinium, ara, tablineum, penus.

 

 

 

     Domus de Influencia Grega

 

 

 

 

 

  A casa Romana foi alargada apartir do Tlablineum, passando a conter também prestilo, que era ligado ao Atrium por um corredor. Para além destes existiam outras divisões novas ( bibliotecas, balneários etc.)

 

 

Os palácios imperiais da Roma Antiga foram construídos no Palatino, devido à sua proximidade com a casa original de Rómulo, primeiro rei de Roma. Essa zona foi sendo ocupada pelos nobres e classes altas de Roma, até à altura em que Augusto, nascido no Palatino, decidiu aí edificar a sua residência, a Domus Augustana, fixando aí a residência oficial dos imperadores. Sabe-se que para a sua construção foi necessária a destruição de algumas villae Patrícias da idade republicana.

Mais tarde surge a Domus Tiberiana (palácio de Tibério) que hoje se encontra totalmente coberta pelos Jardins Farnesianianos, a Domus Áurea (Nero), a Domus Flavia (Flávios) em parte construída por Domiciano e a Domus Severiana (Septímio Severo) que percorre cerca de 20 metros do Circo Máximo e è anexada às Termas de Septímio Severo. No final da idade imperial esta era ocupada por um grande edifício ou Palatium que deu origem ao nome da colina.

 

 

 

  Forum Romano

 

Era um espaço aberto cerca de 193 m X 64 m, entre as colinas Palatina e Capitolina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Domus Augustana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi a residência oficial dos Imperadores durante mais de 300 anos.

A sua origem extendia-se em 3 níveis.

Peristylo,muros ladrilhados e um pequeno templo.

Esta possuía  1 milhão de habitantes.

 

 

 

 

     Domus Flavia

 

 

 

 triclinium

 

 

 

 

Foi construida em 81-92 d.c por um arquitecto chamado Rabirius .

Estas ruinas foram construidas por imperadores Vespasianos ,Tito e Domicianos.

 

 

A Domus Flavia foi construida por Domiciano no final do século 1 d. C. e que se tornou a principal residência dos imperadores nos três séculos postiores.

Segundo o escritor Suetônio, Dimiciano tinha medo de ser assassinado que todas as paredes foram revestidas com selenita preta brilhante para poder ver o reflexode qualquer um que se aproximasse pelas costas. O que não deu certo porque aquela estranha sala, que parecia ser um labirinto central era um pátio. Havia uma sala de jantar em que o chão era em mármore.

Possuia uma Basilica,aula regia(sala de trono) ,lararium ,um triclinium e nymphaeum.

 

     Domus Severiana

 

 

 

 

 

 

 

 

Busto de Septímio Severo.Septimio Severo (193-211 d.c) repleto de edificios imperias .

 

 

Este imperador africano mandou construir seu palácio sobre Domiciano numa gigantescas arcadas de ladrilho. Porém ao invés de construir o seu palácio, ele aumentou o espaço antes ocupado pelo Palácio dos AntoninosSeptímio construiu grandes salões terminados em arcada, que davam para o Circo Máximo e as Termas do Palatino, que receberam o seu nome, Termas Severianas.

Septímio fez-se a necessária ampliação do Palácio também porque os seus dois filhosnão se entendiam e faziam questão de ocupar alas separadas, cada um com sua corte. Este palácio transformou-se num edificio amplo e espaçoso, maior que uma cidade. Septímio preocupava-se em enfatizar o poder arquitectónico do Palácio.

 

 

 

 

 

     Domus Áurea

 

 

 

 

 

 

(Casa Dourada) foi um grande palácio mandado construir pelo imperador romano Nero, depois do incêndio de Roma em 64d.c.

 

 

“Domus Áurea” que significa em latim Casa Dourada foi um grande palácio mandado construir pelo imperador romano Nero, após o grande incêndio de Roma em 64 d.C., segundo a lenda, foi nesta casa que enquanto ardia Roma, Nero tocava lira.

Actualmente encontra-se no subsolo das ruínas das termas de Trajano e no seu parque circundante.

Foi construída durante o curto espaço de tempo entre o incêndio e o suicídio de Nero (69 d.C.). Segundo Plínio, a casa incluía um grande lago artificial onde podiam navegar galeras, tinha também campos de trigo, vinhas, prados onde pastavam carneiros, bosques povoados animais selvagens como os gamos. Tudo isto se situava entre o monte Palatino e a encosta do Esquilino, parte do Celio, ao longo de uma extensão de cerca de 2,5 km².

Num dos pavimentos existiam pinturas onde predominava a cor dourada, o tecto da sala de jantar era decorado com flores que em dias de festa, exalavam perfume sobre os convidados. Existia uma sala que possuía um tecto esférico que representava o céu, com as estrelas mantidas em movimento por meio de um mecanismo secreto. O pátio era um peristilo sobrelevado na continuidade do fórum, no seu centro e construído no local do lago havia uma enorme estátua em bronze de Hélios, vestido com o hábito do Deus-Sol romano, Apolo. Esta estátua tinha 37 metros de altura e representava o próprio Nero, com a coroa irradiante na cabeça, pelo qual ficou conhecida como o Colosso de Nero, em que mais tarde, a cabeça seria readaptada para reproduzir as cabeças dos sucessivos imperadores. Existia também neste palácio uma zona de festas, com 300 lugares.

A construção da Casa Dourada significou um abate crítico no tesouro romano, mas a residência oficial de Nero continuava a ser os palácios imperiais do Platino. Segundo Tácito, Nero acompanhou todos os detalhes do projecto, e supervisionava directamente os arquitectos Celere e Severo.

Após a morte de Nero, parte dos espaços ocupados com a sua residência foram restituídos para uso publico, pelos imperadores Flavianos, sendo ai construídos as Termas de Tito, o Coliseu, o Arco de Tito, o Templo da Paz, o Fórum de Nerva e o Palácio imperial

 

 

 Nero também mandou construir Criptopórtico. Um longo túnel quase subtrrâneo em que Nero desfrutava dele para passear em dias quentes e também servia como rota entre os prédios do Palatino e o seu palácio, o Domus Aurea.

 

 

Cryptoporticus of Emperor Nero O Criptopórtico iluminado apenas por fendas nas paredes e é muito fresco no Verão.

 

 

 

 

VOCABULÁRIO

 

Apodyterium - Espécie de vestiário dos balneários.

Apotheca - Adega geralmente existente nas uillae rusticae. 

Atrium - Do vestíbulo ia-se para o Atrium, compartimento rectangular que era o centro do corpo anterior da domus; tornou-se o núcleo social, sendo aí que o dominus recebia, pela manhã, os seus clientes. Podia ser decorado com estátuas de mármore ou retratos dos antepassados, em cera.

Balnea - Banhos privados, que existiam em algumas casas mais abastadas.

Bubilia - Estábulos dos bois, nas uillae rusticae.

Casae - Cabanas onde deverão ter vivido os primitivos habitantes itálicos, de forma circular, com um tecto cónico, coberto com canas e palha; tinham no alto do tecto uma abertura rectangular, através da qual saía o fumo, entrava a luz e se recolhia a água da chuva.

Cenaculum - Sala de jantar

Cella - Despensa

Conclaue - Quarto, compartimento fechado com uma chave. Todos os outros têm cortinas no lugar das portas.

Compluuium - Complúvio. Abertura no tecto do átrio que fornecia a luz e ar à domus.

Cubicula - Quartos de dormir, de reduzidas dimensões. Havia quartos de Inverno e de Verão. Como todos os outros compartimentos, eram vedados por cortinas.

Culina - Cozinha. Dependência mal cuidada e de modestas dimensões, sem chaminé

Domus - Casa particular das pessoas mais abastadas; este tipo de habitação encontra-se documentado, sobretudo, na cidade de Óstia, juntoà foz do rio Tibre. A partir do séc. II, a. C., depois da conquista da Grécia, a casa romana começa a ficar maior e mais confortável. Com um único pavimento térreo; uma ou duas janelas (ou sem elas) irregularmente distribuídas, pequenas e a uma altura considerável, com o único fim de permitir a iluminação e o arejamento. A escassez de aberturas impedia a entrada do calor, do frio e dos imensos ruídos da rua e fechava a casa à curiosidade dos vizinhos. Era cómoda, ampla, ricamente decorada e ajardinada. (quartos pequenos sem janelas com espaço apenas para uma cama. Havia iluminação nem aquecimento)

Equilia - Estábulos dos cavalos, nas uillae rusticae

Euripus - Canal central dos jardins

Exedra - Sala de recepção e de repouso para o senhor da casa, coberta, com bancos

Fauces - Pequeno corredor que dava acesso ao peristilo

Fenestra - Janela. Buraco ou postigo feito numa parede.

Furnus - Forno

Galinarium - Galinheiro, nas uillae rusticae

Horrea - Celeiros, nas uillae rusticae

Hortus - Jardim no peristilo ou horta nas traseiras da casa

Ianitor - Porteiro

Iannua (ou Ostium) - Porta principal que dava directamente para a rua. Era, frequentemente enquadrada por dois pilares.

Impluuium - Implúvio. Orifício, no chão do átrio, onde se armazenam as águas da chuva recolhidas no complúvio.

Insula - Edifícios de aluguer, de forma quadrada ou rectangular, com vários andares, paredes interiores em madeira e más condições de higiene onde viviam os mais pobres; encontraram-se insulae em Pompeia, Mérida e Conímbriga. Situavam-se em ruas estreitas e o risco de incêndio, grande. Geralmente, a Insula pertencia a um único proprietário que a tentava alugar ao maior número possível de famílias. Segundo Juvenal, escritor romano satírico, até os ratos fugiam das insulae.

Lararium - Pequeno altar consagrado aos deuses protectores da família, no átrio.

Lares - Deuses do lar

Latrina - Quarto de banho

Oecus - Salão.

Ostiarius - Porteiro

Penates - Deuses protectores das provisões domésticas e da casa

Penus - Despensa

Peristilo - Segundo núcleo da domus. Pátio com colunas com um jardim com estátuas de de deuses e heróis, repuxos , pequenos lagos com peixes, flores e arbustos. A ele se chegava por um estreito corredor (fauces) ou pelo Tablinum.

Pistrinum - Padaria, moinho

Porticus - Átrio cuja abóbada é sustentada por colunas ou pilares.

Posticum - Porta traseira da casa

Stabulum - Curral 

Stibadium - Leito semicircular em volta da mesa

Tabernae - Lojas que se situavam no andar térreo das insulae

Tablinum - Compartimento reservado ao dono da casa e sala de recepção, arquivo e biblioteca

Triclinium - Sala reservada às refeições, com três leitos dispostos à volta de uma mesa; em cada leito cabiam três pessoas. Os Romanos, que antes comiam sentados, passam, por influência grega, a toamr as suas refeições reclinados. A decoração era luxuosa e, por vezes, exagerada. Existiam mecanismos no tecto que derramavam sobre os convivas flores e perfumes.

Vestibulum - Compartimento de entrada , pequeno, com mosaicos ou pinturas murais, por vezes com inscrições; duas delas são célebres: na de um cão feroz, em posição de ataque, lê-se "caue canem"; noutra estava escrito "gnôthi sautón" (conhece-te a ti mesmo)

Villa rustica - Casa de campo, destinada aos criados que, sob a vigilância de um uilicus (escravo de confiança), se dedicavam aos trabalhos agrícolas. Erguia-se à volta de uma espaçosa cozinha.

Villa urbana - Casa de campo, destinada aos senhores, quando estes lá se deslocavam. Situava-se em lugar pitoresco e arejado. Eram cómodas e opulentas.

 

 

 

Bibliogafia:

 

http://commons.wikimedia.org/wiki/image:domus-augusteana.jpg

http://www.casaromana.com

http://IFX4.IST.UTL.PT/ARQUIDEIA/VILLAE.HTM1

 

 Bibliografia:

 

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_romana

 

http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.prof2000.pt/users/hjco/ForumWeb/forum37.jpg&imgrefurl=http://www.prof2000.pt/users/hjco/ForumWeb/Pg000113.htm&h=209&w=313&sz=11&hl=pt-BR&start=11&um=1&tbnid=cnY2KEoDHeESvM:&tbnh=78&tbnw=117&prev=/images%3Fq%3Dpalacio%2Baurea%26gbv%3D2%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR

 

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http://www.guiatimeout.estadao.com.br/5000

http://www.revistamirabilia.com/Numeros/Num3/artigos/art3.htm

 

 http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.dartmouth.edu/~classics/rome2005/updates/week9_10/fig-1.jpg&imgrefurl=http://www.dartmouth.edu/~classics/rome2005/updates/week9_10/nov15.html&h=500&w=404&sz=75&hl=pt-BR&start=1&um=1&tbnid=Y09_bj8ZK2cJXM:&tbnh=130&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3DDomus%2BAugustana%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN

 

 

 

  2ª parte do trabalho realizado por Catarina e Cláudia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comments (2)

Anonymous said

at 2:50 pm on Feb 20, 2008

Olá

Podiam desenvolver mais o caso da Domus.

Anonymous said

at 2:37 pm on Mar 7, 2008

A partir do dia 7 de Março, Claudia e Catarina editaram o trabalho.

Ass: Claudia B.

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