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Renascimento em Portugal

Page history last edited by PBworks 13 years ago

 

 

 

O Renascimento em Portugal

 

 

 

 

 

 

 

O Renascimento foi um movimento cultural e social que se estendeu na Europa entre os séculos XV e XVI, movimento este que marca a transição da Idade Média para a Idade Moderna, que assenta na redescoberta e reinterpretação da cultura clássica greco-romana. Esta mudança reflete-se nas artes, nas ciências e em outros ramos da actividade humana. Mas o Renascimento não chegou a toda a Europa ao mesmo tempo, em Portugal a sua chegada foi tardia. Em Portugal este novo movimento artístico nasce da mistura do estilo gótico com as inovações do século XV, aparecendo como forma ornamental associada à arquitectura da última fase do gótico.

 

Na Arquitectura, o Renascimento atingue a sua melhor expressão nas obras dos arquitectos João Castilho ( c. 1480-1552) e de Diogo de Torralva (c. 1500-1566), com obras como a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, em Tomar, e no Claustro principal do Convento de Cristo de Tomar. Entre mais exemplos da arquitectura renascentista portuguesa temos :

  • A Torre de Belém, construida em homenagem ao santo patrono de Lisboa. S. Vicente, pelo arquitecto Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e finalizou em 1520, sobre a orientação de Boitaca. A Torre de Belém era um edificio militar como tambem cerimonial, tem uma torre com 30 metros de altura que recua sobre uma plantaforma para canhões, os seus varandins e galerias rendilhados lembram os palácios Venezianos. Na sua decoração de estilo Manuelino está presente as cordas esculpidas em pedra, que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, temos também as esferas armilares, a cruz da Ordem Militar de Cristo, as torres de vigia com o estilo mourisco e as ameias em forma de escudo decorados com a cruz da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas como um rinoceronte, alusivos às navegações. Nas cunhas das torres existem duas figuras, uma do santo padroeiro de Lisboa, S. Vicente e S. Miguel Arcanjo, e em frente ao pequeno claustro está a figura da Virgem da Boa Viagem.

 

 

  • O Mosteiro de Santa Maria de Belém (Jerónimos), encomendado pelo rei D.Manuel I, é uma obra fundamental do Manuelino. A obra teve inicio em 1502 com o contributo de vários arquitectores e construtores, entre eles Diogo Boitaca (c. 1460-1528), com quem se iniciou o projecto, tratou do plano inicial e de uma parte da execução , João de Castilho (c. 1475-1552) responsável pelas abóbadas nas naves e do transepto, pilares, porta sul, sacristia e fachada. Diogo de Torralva (c. 1500-1566) e Jerónimo de Ruão ( c. 1530-1601). No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto. A sua decoração ,com estilo "flamejante", é a base de motivos náuticos, vegetalistas e com animais, estatuas, ao longo do portal existem 40 figuras (algumas de tamanho natural). na abóbada estrelada encontram-se mais de 150 nós, decorados com coroas de bronze.

 

 

 

 

A escultura renascentista foi mais praticada por mestres estrangeiros, ou por mestres portugueses educados no estrangeiro, mestres esses atraidos pelo cosmopolitismo que lhes oferecia Lisboa, deslocavam-se para cá a requesito de reis, bispos e outros mecenas. Neste estilo artístico destacam-se nomes como Nicolau de Chanterenne (act. 1516-1551), João de Ruão (act. 1528-1580) e Filipe Hodart (act. 1529-1536).

Nicolau de Chanterenne foi um escultor e arquitecto de origem francesa que desenvolveu grande parte das suas obras em Portugal de1516-1551. Trabalhou em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, perto do centro produtor de uma das pedras calcarias mais utilizadas na época em escultura, a pedra de Ançã. Filipe Hodart (1490-1536) era um escultor francês activo em Espanha e Portugal. Existem poucos documentos a seu respeito, mas desses poucos que existem há um contracto em Coimbra. João de Ruão foi um dos escultores mais influentes do século XVI em Portugal, nomeadamente pela formação de escultores e decoradores e disseminação das suas obras pelo país, em particular na zona Centro.

 

 

 

 

 

A pintura renascentista foi a arte que refrectiu, em primeiro lugar, o novo movimento, já que nos quadros manuelinos, quase sempre as figuras são do gótico-tardio, de origem flamenga, enquanto que os espaços em que estão representadas são renascentistas. Neste estilo artistico destacam-se Vasco Fernandes (1475-1542), mais conhecido por Grão Vasco, provalvelmente nasceu em Viseu. Trabalhou na oficina de Jorge Afonso, em Lisboa, 1514. É considerado o principal nome da pintura portuguesa quinhentista; Cristovão de Figueiredo (act. 1515-1543) era um pintor do século XVI do qual se têm referências documentais de 1515 a 1643. Trabalhou a mando do cardeal-infante D.Afonso e celebrizou-se por pintar quadros sacros; Gregório Lopes (1490-1550) foi considerado um dos pintores mais significaticos do século XVI.

 

 

Vasco Fernandes, algumas das suas obras: " A Adoração dos Magos",  "Santa Luzia", "A Ceia", "A Assunção da Virgem" e "S. Pedro"

Cristovão de Figueiredo, algumas das suas obras: "Exaltamento da Santa Cruz", "Cristo Deposto da Cruz" e "Deposição no Túmulo"

Gregório Lopes, algumas das suas obras: "Casamento de Nossa Senhora", "Visitação", "Presépio", "Fuga para o Egipto", "Martirio de S. Sebastião", "A Virgem, o Menino e os Anjos num Jardim" e "Degolação de S. joão Baptista".

 

 

 

 

Bibliografia:

História da Cultura e das Artes 11º, Paulo Simões Nunes, Lisboa Editora;
Património da Humanidade em Portugal, João Paulo Sacadura/ Rui Cunha, 1 volume – monumentos, Verbo;
http://www.infopedia.pt/$cristovao-de-figueiredo
http://www.eps-penalva-castelo.rcts.pt/projs/pena_jov/edicoes/2000_04/vasco.htm
etc.…

Raquel e Susana

 

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Comments (4)

Anonymous said

at 3:43 pm on May 22, 2008

Nada para comentar.

Anonymous said

at 7:37 pm on May 27, 2008

Podem continuar a trabalhar.

Raquel said

at 10:57 pm on May 31, 2008

O stor esquecime de por a janela do convento do capitulo :S

Anonymous said

at 11:39 pm on Jun 4, 2008

O trabalho não adianta muito mais ao que foi apresentado na sala de aula. Tem alguns pequenos lapsos ao nível da língua portuguesa. Falta a Conclusão. Nunca se utiliza o "etc"

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