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PanteãoPanteão
O Panteão, um vasto templo redondo, é um edifício cujo interior é o mais bem conservado e o mais imponente de todas as construções romanas subsistentes. Fizeram-se templos redondos muito antes desta época, mas a sua configuração, bem representada pelo Templo da Sibila (imagem 7), é tão diferente que o Panteão não pode ter derivado deles. A razão pela qual o Panteão se tem conservado em tão bom estado deve-se ao facto de o Imperador Romano Phocas ter entregue o edifício aos Papas, em 609 d.C., para ali celebrarem os rituais cristãos.
Esta construção que, actualmente, se encontra na praça Panteão numa posição central entre a Via “del Corso” e a Praça Navona, foi mandada erguer entre 118 e 125, pelo imperador Adriano que, segundo alguns autores, terá participado activamente na sua concepção. Este edifício substitui uma construção menor, dedicada a Júpiter, arquitectada por Marcus Agrippa em
Exteriormente, a cella é um tambor cilíndrico sem decoração, fechado por uma cúpula suavemente encurvada de
À entrada possui um pórtico profundo do tipo corrente nos templos romanos de planta regular. Originalmente este pronaos apresentava um envasamento alto ao qual se subia por largos degraus, mas com a subida do nível das ruas vizinhas este elemento arquitectónico ficou soterrado. Além disso, este pórtico, com 3 naves e de 24 colunas ao todo (3x8), fora delineado como parte de um átrio rectangular que devia ter o efeito de destacá-lo da rotunda. No entablamento desta fachada, coroada por um amplo frontão, Adriano mandou colocar uma inscrição de Agripa, aproveitada dos restos do edifício anterior.
As dimensões do Panteão, uma novidade para a época (
Outra novidade são os nichos que fechados ao fundo, mas com colunas à frente, dão o efeito de aberturas para outras salas, evitando que nos sintamos presos no interior do Panteão. As colunas, as paredes de mármore colorido e o pavimento permanecem, na sua essência, tal como eram nos tempos romanos. Os caixotões da cúpula são igualmente os da origem, mas o dourado que os cobria foi desaparecendo ao longo dos tempos.
Como o nome o sugere, o Panteão de Roma fora dedicado a "todos os deuses", ou, mais exactamente, às sete divindades planetárias que justificam os nichos com altares existentes no interior da cella.
Com este edifício, Adriano tornou a sua quimera em algo concreto, construiu um edificio onde cabia todo o mundo. E, na verdade, o seu traçado geométrico está dotado de propriedades numéricas e simbólicas que o remetem para a abóbada e o movimento celeste.
Este edifício clássico tem, no entanto, uma modesta ascendência. O arquitecto romano Vitruvius descreveu no seu "tratado", mais de um século antes, a estufa de um balneário que antevia já, mas a uma escala bastante menor, os traços mais importantes do Panteão: uma cúpula hemisférica, uma relação proporcional entre a altura e a largura, a abertura circular ao centro (que podia fechar-se com um postigo de bronze, para regular a temperatura da sala).
Imagem 1 - Panteão num corte de secção e modelação matemática esferical
Imagem 2 - Corte transversal do Panteão
Imagem 3 - Exterior do Panteão
Imagem 4 - Interior do Panteão
Imagem 5 - Cúpula do Panteão, com oculus zenital
Imagem 6 - Exterior do Panteão visto de cima
Imagem 7 - Templo da Sibila
Video: (em inglês) http://www.youtube.com/watch?v=XTMbWsYYOtE&NR=1
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Comments (3)
Barbara e Marta said
at 3:31 pm on Mar 5, 2008
Hello Everybody!
Vanda said
at 9:03 pm on Mar 8, 2008
stor nao encontrei o que modificar neste trabalho!!
Carlos Vieira said
at 12:45 am on Mar 9, 2008
Óptimo para os seus autores e ....
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